Os cuidados com o densitômetro (equipamento de densitometria óssea) concentram-se principalmente na calibração diária, manutenção preventiva e ambiente controlado para garantir a precisão do diagnóstico.
Aqui estão os principais procedimentos e boas práticas:
1. Cuidados Operacionais e Calibração
Calibração Diária (QC - Quality Control): Deve ser realizada todos os dias antes de iniciar os exames para verificar a estabilidade do equipamento.
Uso de Fantoma: A calibração é feita com um "fantoma" (objeto de calibração padrão), que verifica se a densidade medida é a correta.
Controle de Qualidade: Manter um registro de calibração para monitorar desvios ao longo do tempo.
2. Manutenção do Equipamento
Manutenção Preventiva: Realizar revisões técnicas periódicas para garantir o funcionamento correto dos tubos de raio-X e detectores.
Limpeza: Manter a maca e os componentes eletrônicos limpos, evitando acúmulo de poeira.
Estabilização de Energia: Utilizar nobreaks ou estabilizadores de alta qualidade para evitar que surtos de energia danifiquem os componentes eletrônicos sensíveis.
3. Ambiente e Instalação
Temperatura e Umidade: O equipamento deve ser mantido em ambiente com ar condicionado, com temperatura e umidade controladas, conforme especificações do fabricante.
Proteção Radiológica: A sala deve seguir todas as normas de blindagem de raio-X (física médica), pois o densitômetro utiliza radiação ionizante, ainda que em baixa dose.
4. Preparo do Paciente (O que afeta a máquina)
Itens de Metal: Garantir que o paciente remova roupas com zíperes, botões, metais, joias ou sutiã com aros, pois esses materiais alteram a densidade medida.
Contraste: Não realizar o exame se o paciente tiver feito exames com contraste (iodo ou bário) nos últimos 7 dias.
Suplementos: Evitar que o paciente tome suplementos de cálcio no dia do exame.
5. Boas Práticas (Operador)
Posicionamento: Garantir o alinhamento correto do paciente, pois um mau posicionamento é a principal causa de erro na densitometria.
Arquivamento: Realizar backup constante dos dados, pois a comparação com exames anteriores (longitudinal) é crucial para avaliar a perda óssea.
È de extrema importância seguir as normas do fabricante com relação aos cuidados referentes aos equipamentos, visto que o método é representado em valores quantitativos e a imagem não é para diagnóstico.
Qualquer alteração dos itens a seguir sugere notificar o supervisor do serviço e posterior, se necessário, o fabricante.
• A temperatura do equipamento deve variar de 18 º a 25 º (sem oscilação maior que 2 º durante ás últimas 24 horas, contando com o período do controle de qualidade diário).
• A umidade pode variar somente de 20 a 80 % (sem oscilação maior que 2 º durante ás últimas 24 horas, contando com o período do controle de qualidade diário).
• Poeira, fumo, névoas e corpos estranhos devem ser evitados .
Para limpeza o uso de solventes deve ser evitados.
• Disposição dos cabos com proteção.
• Corrente elétrica estável.
Em caso de queda de energia durante o período em que não há realização de exames, realizar todos os controles.
• Realizar backup de todas as informações, lembrando que o exame é um documento e deve ser arquivado por 5 anos.
• Não usar força manual para movimentar o braço escaneador.
• Respeitar os limites de peso e altura dos densitômetro.
• Realizar todos os controles de qualidades eles são a garantia, com todos os conjuntos acima, do bom funcionamento do equipamento.