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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

541) ALTERAÇÕES BENIGNAS NA MAMA - MAMOGRAFIA




    Alterações benignas na mama detectadas na mamografia são achados não cancerígenos, muito comuns e que não oferecem risco à vida. Elas geralmente indicam cistos, fibroadenomas ou calcificações inofensivas. Na classificação médica (BI-RADS), essas lesões costumam receber a nota 2, exigindo apenas acompanhamento de rotina.

    Na mamografia, os achados benignos mais frequentes costumam ser divididos em algumas categorias principais:

Cistos simples: Pequenas bolsas cheias de líquido que se formam nos ductos mamários e mudam de tamanho conforme o ciclo menstrual.

Calcificações benignas: Depósitos de cálcio no tecido mamário. Na mamografia, costumam aparecer como pontos claros, maiores, redondos ou espalhados, que não oferecem risco.

Fibroadenomas: Tumores sólidos benignos formados por tecido glandular e fibroso, comuns em mulheres mais jovens.

Gânglios linfáticos intramamários: Linfonodos (ínguas) normais que aparecem na imagem e indicam apenas o funcionamento do sistema imunológico.

A Classificação BI-RADS

Os laudos de mamografia utilizam o sistema BI-RADS para padronizar os resultados, que são divididos em categorias numéricas:

BI-RADS 1: Exame completamente normal.

BI-RADS 2: Achados com características benignas. O risco de malignidade é zero. Recomenda-se apenas a rotina anual.

BI-RADS 3: Achados provavelmente benignos. O radiologista sugere um curto período de acompanhamento (geralmente repetir em 6 meses) para garantir que a lesão não se modificou.

Mais detalhes...

Mastalgia (dor mamária)

    É o principal sintoma das alterações funcionais benignas das mamas, caracterizadas além da dor, pelo espessamento e nodularidade do tecido mamário. Quase sempre existe aumento de intensidade do quadro nos dias pré-menstruais. Ocorre em 60 a 70% das mulheres.

Sua origem está relacionada ao estímulo repetido do hormônio estrogênio produzido nos ovários, em mulheres que não engravidaram ou engravidaram até três vezes e amamentaram por curtos períodos. Por isso é tão comum na mulher moderna.

A dor mamária não está associada ao câncer e também não aumenta a chance de seu aparecimento no futuro. Na maioria das vezes, a dor é leve e bem suportável.

60% a 70% das mulheres podem apresentar dor mamária

Tratamento – Recomenda-se uma orientação médica. É útil se evitar excessos de cafeína na alimentação (chá, café, chocolate, refrigerantes como coca-cola), fatores que costumam aumentar a dor. Indica-se o uso de sutiã adequado, tipo top, para boa sustentação e para evitar o balanço das mamas nos períodos de dor.

Se necessário, podem ser usados analgésicos por via oral ou local (pomadas) ou diuréticos leves. Em casos muito sintomáticos, que são raros, são tratados com substância antiestrogênica (tamoxifeno).

Existem outras causas da dor mamária, como inflamações, traumas físicos, distúrbios emocionais e nevralgias, que requerem tratamento diferenciado.

Fibroadenoma


    O fibroadenoma representa lesão benigna, de formato nodular, originária nos lóbulos mamários. Aparece geralmente em mulheres de 15 a 25 anos e mede entre 2 a 3 cm. Tem característica dura (sólido), móvel, liso e indolor. Na maioria das vezes é único.

    Pode ser identificado pelo exame de ultrassom, realizado em qualquer idade, e pela mamografia​, feita só após os 35 anos de idade.

    O fibroadenoma não precisa ser retirado. Pode ser acompanhado, após punção confirmatória de benignidade. No entanto, como é difícil a convivência com o nódulo, muitas vezes eles são retirados com um pequeno corte na pele e anestesia local.

Cistos


    São nódulos intramamários, contendo líquido no seu interior. Geralmente são múltiplos e bilaterais, podendo ser palpáveis ou não. Não apresentam sintomas e são descobertos pelo toque manual, por ultrassonografia ou mamografia.

    Pelo exame de ultrassom, os cistos podem ser classificados em:

Simples – Não palpáveis, merecem somente acompanhamento, mas podem aumentar o risco de câncer de mama no futuro.

Complexos (com septos ou lesões vegetantes internas) – Palpáveis, devem ser tratados por punção esvaziadora. Alguns deles estão associados às lesões pré-cancerosas ou cancerosas. Por isso, todos devem ser retirados cirurgicamente.

Fluxo papilar



Fluxo ou derrame papilar é a saída de líquido pelos mamilos, não relacionada com lactação. Tem significado quando o líquido sair sozinho, espontaneamente sem expressão manual, manchando o sutiã.

Está mais associado ao câncer ou a lesões pré-cancerosas, quando sair por um ducto só e apresentar-se sanguinolento ou como água mineral. Nestes casos, devem ser feitos exames de imagem das mamas (ultrassonografia, mamografia ou ressonância magnética) e impõe-se biópsia cirúrgica.

Quando o derrame ocorrer só mediante expressão manual e, principalmente, for bilateral, não há motivo de preocupação. Geralmente acontece em alterações benignas e tem a cor amarelada.