Os métodos de localização da mama envolvem técnicas para rastrear, diagnosticar ou guiar cirurgias em lesões mamárias. Eles dividem-se em topográficos (para descrever a posição da lesão) e por imagem/intervencionistas (fios-guia ou substâncias para guiar o mastologista).
1. Métodos de Localização Topográfica
Usados para descrever a posição de um nódulo ou alteração durante o autoexame ou exame clínico.
Sistema de Quadrantes: A mama é dividida em quatro partes cruzando linhas imaginárias (horizontais e verticais) sobre o mamilo:
Quadrante Superior Externo (QSE),
Quadrante Superior Interno (QSI),
Quadrante Inferior Externo (QIE) e
Quadrante Inferior Interno (QII),
além da região Retroareolar.
Sistema de Relógio: Utiliza as horas do relógio para indicar a localização precisa (ex: uma lesão a 3 horas na mama direita).
2. Métodos de Localização para Procedimentos (Guiados por Imagem)
Quando uma lesão não é palpável e precisa ser biopsiada ou removida cirurgicamente, utilizam-se métodos de localização radiológica.
Agulhamento Mamário (Fio-Guia): É o método mais tradicional. Orientado por ultrassom ou mamografia, o radiologista insere uma agulha fina na lesão e deixa um fio metálico que servirá de guia para o cirurgião.
Marcação por Semente Radioativa (Sagi/Iodo): Um método moderno onde uma pequena semente de iodo radioativo é implantada dentro da lesão, permitindo que o cirurgião a localize com um detector de radiação.
Radio-Trocador (ROLL): Injeção de uma substância levemente radioativa no local da lesão para orientar a retirada com precisão cirúrgica.
Superfície de Suture (RFID): Uso de refletores magnéticos para guiar o médico.
3. Métodos de Rastreamento e Imagem
Para identificar onde a lesão se encontra e qual a sua natureza, utilizam-se exames como:
Mamografia: Principal método de rastreio para visualização global.
Ultrassonografia (USG): Excelente para avaliar nódulos, diferenciar cistos e guiar punções (biópsias) com precisão.
Ressonância Magnética: Oferece altíssima resolução, utilizada em casos específicos ou para mapear a extensão exata da lesão.
Existem 2 formas para se localizar os achados na mama: através do relógio e dos quadrantes. A regra do relógio sempre considera o sentido horário e a regra dos quadrantes considera a posição em relação ao corpo.
Logo, na mama direita, a junção dos quadrantes superiores (JQS) será às 12h, a junção dos quadrantes mediais (JQM – que estão voltados para o “meio” do corpo) corresponderá às 3h, a junção dos quadrantes inferiores (JQI) será às 6h e a junção dos quadrantes laterais (JQL – que está para o “lado de fora” do corpo), às 9h.
Já na mama esquerda, as junções dos quadrantes mediais e laterais se invertem, sendo a JQL correspondente ás 3h e a JQM às 9h. O intervalo entre a JQS e a JQL é o quadrante supero-lateral (QSL), entre a JQL e JQI seá o quadrante infero-lateral (QIL), entre o JQI e a JQM será o quadrante infero-medial (QIM) e entre a JQM e a JQS será o quadrante supero-medial.
Veja as figuras para ficar mais claro e fácil de compreender.
Os métodos de localização em mamografia dividem-se em duas categorias: topográficos (para descrever a posição de um achado) e intervencionistas (para guiar biópsias ou cirurgias de lesões não palpáveis).
1. Métodos Topográficos (Mapeamento)
Utilizados para descrever com precisão onde uma lesão ou microcalcificação se encontra na mama para os laudos radiológicos (padronizados pelo sistema BI-RADS):
Sistema de Quadrantes:
A mama é dividida em quatro partes a partir do mamilo:
QSE (Quadrante Superior Externo)
QSI (Quadrante Superior Interno)
QIE (Quadrante Inferior Externo)
QII (Quadrante Inferior Interno)
Regra do Relógio: Utiliza o sentido horário. O mamilo é o centro e as posições são mapeadas como em um relógio (ex: lesão às 3 horas ou às 9 horas).
Profundidade: Define se a lesão está na camada anterior (perto da pele), média ou posterior (perto do músculo peitoral).
2. Métodos Intervencionistas
(Guiados por Imagem)
Utilizados quando é necessário retirar uma amostra de tecido de uma lesão vista na mamografia, mas que não pode ser sentida no toque:
Estereotaxia: Técnica que utiliza imagens da mamografia digital em dois ângulos diferentes para calcular as coordenadas exatas (\(x\), \(y\) e \(z\)) da lesão. Isso permite ao radiologista inserir uma agulha de biópsia precisamente no local exato do alvo.
Marcação Pré-Cirúrgica
(Fio-Guia / Arpão): Quando uma lesão não palpável precisa ser operada, o radiologista insere um fio metálico com uma ponta em arpão na lesão, guiado por mamografia ou ultrassom, antes da cirurgia. O fio serve de guia para o cirurgião.
Mamografia com Ampliação e Localizada: Incidências adicionais focadas em uma área específica da mama, usando compressão menor e uma placa perfurada para isolar o local da lesão.