01) Conceitue mamografia.
- A mamografia é um exame de imagem que utiliza raios-X de baixa dose para avaliar o tecido mamário. É o principal método para a detecção precoce do câncer de mama, capaz de identificar nódulos e microcalcificações anos antes de serem palpáveis ou causarem sintomas.
02) Qual a composição da glândula mamaria?
- Lobos
Os lobos são pequenas estruturas que se parecem com uma bexiga minúscula ou, se você preferir, com pequenas pétalas de uma flor. Os lobos ficam em volta da glândula mamária exatamente como se fossem as pétalas de uma margarida. Se fôssemos comparar a uma flor, o miolo seria o centro da glândula mamária.
- Ductos lactíferos
A glândula mamária e o seio contam com todo um sistema de transporte, um conjunto de tubos formados por ductos lactíferos. Como os ductos são fundamentais para a amamentação, os médicos preservam esses canais durante cirurgias como a mamoplastia de aumento. Para isso, eles colocam a prótese por meio da incisão inframamária.
- Aréolas
A aréola é aquela estrutura circular e de cor mais escura que fica em volta dos mamilos. Talvez você nunca tenha parado para pensar na função das aréolas, mas elas são muito importantes.
A aréola protege tanto a si mesma quanto o mamilo. Ela tem glândulas sebáceas que, desde a gestação, secretam um líquido oleoso. Essa secreção permanece durante a amamentação.
Portanto, este líquido oleoso produzido nessa região lubrifica tanto a aréola quanto os mamilos. Desta forma, eles sofrem menos rachaduras porque têm essa proteção.
- Mamilos
Eles se localizam no centro da aréola e, quando normais, são mais altos que toda a pele que está ao seu redor. Os mamilos contêm aberturas por onde o leite sai, alimentando o bebê.
Neste tópico, nós falamos sobre as estruturas internas e externas relacionadas à amamentação. Porém, a mama contém ainda outros tecidos.
- Estroma
O estroma é um tecido que, embora pouco conhecido, ajuda a sustentar a mama. Ele contém uma substância viscosa, fibras e outras células que fazem dele um tecido conjuntivo.
Devido a essa composição, o estroma sustenta a mama. Ele contém também ligamentos internos, como se fossem alças de um sutiã, que mantêm a mama presa tanto ao músculo, na parte de trás, quanto à pele.
- Tecido adiposo: gordura também participa da anatomia da mama. A mama é uma das regiões do corpo com maior propensão ao acúmulo de gordura. Então, este tecido é formado por células adiposas que envolvem os lobos, preenchendo os espaços entre um e outro.
3) Quais são os principais aspectos da fisiologia mamaria?
- Estrutura Funcional
Composta por 15 a 20 lobos glandulares que contêm alvéolos (onde o leite é produzido) e ductos lactíferos (que transportam o leite até o mamilo).
- Desenvolvimento (Puberdade/Gestação):
Estrogênio e progesterona estimulam o crescimento ductal e lobular. Durante a gravidez, o aumento desses hormônios, junto com a prolactina, prepara a mama para a lactação, resultando em hipertrofia dos lóbulos.
- Lactação (Produção de Leite):
A prolactina, liberada pela hipófise, é o hormônio principal da produção de leite.
- Ejeção de Leite (Descida):
A sucção do bebê estimula a liberação de ocitocina, que contrai as células mioepiteliais ao redor dos alvéolos, expulsando o leite.
- Involução:
Após a menopausa ou término da amamentação, o tecido glandular regride e é substituído por tecido adiposo.
- Influência do Ciclo Menstrual:
Variações hormonais podem causar inchaço ou sensibilidade, frequentemente descrita como dor ou "agulhadas".
A estrutura é sustentada pelos ligamentos de Cooper, e a aréola possui glândulas de Montgomery que lubrificam o mamilo.
4) Descreva a anatomia radiográfica da mama masculina.
- A anatomia radiográfica da mama masculina é caracterizada por estruturas rudimentares e atróficas. Ao contrário da mama feminina, não possui lóbulos ou alvéolos desenvolvidos, sendo composta predominantemente por tecido adiposo, escassa quantidade de tecido fibroglandular retroareolar e pele.
5) Quais são as alterações mais comuns encontradas na mama masculina?
- A alteração radiográfica mais frequente é a ginecomastia, que representa o crescimento benigno do tecido fibroglandular masculino.
Na Mamografia: Apresenta-se como uma massa densa (branca), triangular ou em formato de chama, localizada centralmente sob o mamilo.
Na Ultrassonografia: É caracterizada por uma área hipoecoica (escura), podendo apresentar espículas. Embora radiologicamente possa simular lesões malignas pela sua forma irregular, a sua localização central e simétrica a caracteriza como benigna.
6) Descreva a anatomia radiográfica da mama feminina.
- A anatomia radiográfica da mama feminina é a representação visual dos tecidos mamários por meio de exames de imagem como a mamografia. Ela divide a mama em três componentes principais — pele, tecido adiposo (gordura) e tecido fibroglandular — estruturando-se de forma dinâmica de acordo com a idade e o histórico hormonal da paciente.
7) Quais são os Principais Componentes Estruturais na Imagem mamográfica?
- Pele e Mamilo: Aparecem como linhas radiopacas (brancas) e finas que contornam o tecido mamário. O mamilo deve ser visualizado de perfil para evitar sombras que simulem nódulos.
Tecido Adiposo: Preenche a maior parte da mama e aparece radiolúcido (escuro e transparente) nos exames, fornecendo o contraste natural necessário para visualizar as estruturas glandulares.
Tecido Fibroglandular: É composto por ductos e lóbulos (responsáveis pela produção e transporte de leite). Na radiografia, apresenta-se radiopaco (branco), o que pode dificultar a visualização de lesões em mamas densas (predominância de tecido glandular).
Ligamentos de Cooper: Estruturas de tecido conjuntivo que sustentam a mama. Aparecem como finas linhas radiopacas curvadas que conectam a fáscia superficial à pele.
Gordura Retromamária: Camada de gordura localizada entre o tecido glandular e a musculatura peitoral. Sua visualização na mamografia é crucial, pois indica que a mama foi adequadamente posicionada e a imagem inclui toda a base do órgão.
8) Como é a dinâmica das mamas nos exames?
- Mulheres Jovens: Geralmente apresentam mamas mais densas, com maior volume de tecido fibroglandular, tornando a mamografia menos sensível e exigindo, muitas vezes, a complementação com Ultrassonografia de Mama.
- Mulheres na Pós-menopausa: Ocorrem alterações fisiológicas onde o tecido glandular é substituído por gordura (processo de substituição adiposa), aumentando a eficácia e clareza da mamografia.
9) Por que é importante para a mama a drenagem linfática?
- A drenagem linfática da mama é muito importante, especialmente do ponto de vista da patologia. Isto se deve ao fato de que os carcinomas mamários tendem a se espalhar viajando através dos vasos linfáticos, criando depósitos metastáticos em partes do corpo distantes.
Os linfonodos dos lóbulos mamários, mamilo e aréola drenam para o plexo linfático subareolar. Dali, cerca de 75% da linfa (principalmente dos quadrantes laterais da mama) drena para os linfonodos peitorais, e em seguida para os linfonodos axilares. O restante drena para os linfonodos paraesternais. É por isso que os linfonodos axilares são os primeiros a serem removidos cirurgicamente em algumas fases do câncer de mama. Os linfonodos axilares drenam para os troncos linfáticos subclávios, que também drenam os membros superiores. Os linfonodos paraesternais drenam para os troncos broncomediastinais, que também drenam os órgãos torácicos.
Além dos linfonodos axilares e paraesternais, alguma drenagem da mama pode ocorrer através dos linfonodos intercostais, que estão localizados ao redor das cabeças e colos das costelas. Os linfonodos intercostais drenam para o ducto torácico ou para os troncos linfáticos broncomediastinais.
10) Como é a vascularização da mama?
- A vascularização da mama vem de três fontes:
- Ramos da artéria axilar suprem a parte lateral da mama. Estas são as artérias torácica superior, toracoacromial, torácica lateral e subescapular.
- Ramos da artéria torácica interna, suprem a parte medial da mama, junto com as artérias mamárias mediais.
- Ramos perfurantes da segunda, terceira e quarta artérias intercostais contribuem com a vascularização de todo o seio.
As veias da mama seguem as artérias mencionadas anteriormente. Elas drenam para as veias axilar, torácica interna e segunda a quarta veias intercostais.
Os ramos cutâneos anterior e lateral do segundo ao sexto nervos intercostais são responsáveis pela inervação da mama. Observa-se que o mamilo é inervado pelo quarto nervo intercostal.
11) O que são os métodos de localização topográfica?
- Os métodos de localização da mama envolvem técnicas para rastrear, diagnosticar ou guiar cirurgias em lesões mamárias. Eles dividem-se em topográficos (para descrever a posição da lesão) e por imagem/intervencionistas (fios-guia ou substâncias para guiar o mastologista).
1. Métodos de Localização Topográfica
Usados para descrever a posição de um nódulo ou alteração durante o autoexame ou exame clínico.
Sistema de Quadrantes: A mama é dividida em quatro partes cruzando linhas imaginárias (horizontais e verticais) sobre o mamilo:
Quadrante Superior Externo (QSE),
Quadrante Superior Interno (QSI),
Quadrante Inferior Externo (QIE) e
Quadrante Inferior Interno (QII),
além da região Retroareolar.
Sistema de Relógio: Utiliza as horas do relógio para indicar a localização precisa (ex: uma lesão a 3 horas na mama direita).
2. Métodos de Localização para Procedimentos (Guiados por Imagem)
Quando uma lesão não é palpável e precisa ser biopsiada ou removida cirurgicamente, utilizam-se métodos de localização radiológica.
Agulhamento Mamário (Fio-Guia): É o método mais tradicional. Orientado por ultrassom ou mamografia, o radiologista insere uma agulha fina na lesão e deixa um fio metálico que servirá de guia para o cirurgião.
Marcação por Semente Radioativa (Sagi/Iodo): Um método moderno onde uma pequena semente de iodo radioativo é implantada dentro da lesão, permitindo que o cirurgião a localize com um detector de radiação.
Radio-Trocador (ROLL): Injeção de uma substância levemente radioativa no local da lesão para orientar a retirada com precisão cirúrgica.
Superfície de Suture (RFID): Uso de refletores magnéticos para guiar o médico.
3. Métodos de Rastreamento e Imagem
Para identificar onde a lesão se encontra e qual a sua natureza, utilizam-se exames como:
Mamografia: Principal método de rastreio para visualização global.
Ultrassonografia (USG): Excelente para avaliar nódulos, diferenciar cistos e guiar punções (biópsias) com precisão.
Ressonância Magnética: Oferece altíssima resolução, utilizada em casos específicos ou para mapear a extensão exata da lesão.
Existem 2 formas para se localizar os achados na mama: através do relógio e dos quadrantes. A regra do relógio sempre considera o sentido horário e a regra dos quadrantes considera a posição em relação ao corpo.
Logo, na mama direita, a junção dos quadrantes superiores (JQS) será às 12h, a junção dos quadrantes mediais (JQM – que estão voltados para o “meio” do corpo) corresponderá às 3h, a junção dos quadrantes inferiores (JQI) será às 6h e a junção dos quadrantes laterais (JQL – que está para o “lado de fora” do corpo), às 9h.
Já na mama esquerda, as junções dos quadrantes mediais e laterais se invertem, sendo a JQL correspondente ás 3h e a JQM às 9h. O intervalo entre a JQS e a JQL é o quadrante supero-lateral (QSL), entre a JQL e JQI seá o quadrante infero-lateral (QIL), entre o JQI e a JQM será o quadrante infero-medial (QIM) e entre a JQM e a JQS será o quadrante supero-medial.
12) Quais são os métodos de localização em mamografia:
- Os métodos de localização em mamografia dividem-se em duas categorias: topográficos (para descrever a posição de um achado) e intervencionistas (para guiar biópsias ou cirurgias de lesões não palpáveis).
1. Métodos Topográficos (Mapeamento)
Utilizados para descrever com precisão onde uma lesão ou microcalcificação se encontra na mama para os laudos radiológicos (padronizados pelo sistema BI-RADS):
Sistema de Quadrantes:
A mama é dividida em quatro partes a partir do mamilo:
QSE (Quadrante Superior Externo)
QSI (Quadrante Superior Interno)
QIE (Quadrante Inferior Externo)
QII (Quadrante Inferior Interno)
Regra do Relógio: Utiliza o sentido horário. O mamilo é o centro e as posições são mapeadas como em um relógio (ex: lesão às 3 horas ou às 9 horas).
Profundidade: Define se a lesão está na camada anterior (perto da pele), média ou posterior (perto do músculo peitoral).
2. Métodos Intervencionistas
(Guiados por Imagem)
Utilizados quando é necessário retirar uma amostra de tecido de uma lesão vista na mamografia, mas que não pode ser sentida no toque:
Estereotaxia: Técnica que utiliza imagens da mamografia digital em dois ângulos diferentes para calcular as coordenadas exatas (\(x\), \(y\) e \(z\)) da lesão. Isso permite ao radiologista inserir uma agulha de biópsia precisamente no local exato do alvo.
Marcação Pré-Cirúrgica
(Fio-Guia / Arpão): Quando uma lesão não palpável precisa ser operada, o radiologista insere um fio metálico com uma ponta em arpão na lesão, guiado por mamografia ou ultrassom, antes da cirurgia. O fio serve de guia para o cirurgião.
Mamografia com Ampliação e Localizada: Incidências adicionais focadas em uma área específica da mama, usando compressão menor e uma placa perfurada para isolar o local da lesão.
13) Como funciona o exame?
- O procedimento é feito em um equipamento chamado mamógrafo, projetado especificamente para as mamas.
Posicionamento: A paciente fica em pé e a mama é colocada sobre uma placa de acrílico.
Compressão: Uma segunda placa comprime o seio suavemente para espalhar o tecido glandular. Embora cause um leve desconforto, essa etapa é fundamental para evitar sobreposições de imagens e revelar lesões ocultas.
Imagens: São capturadas radiografias em diferentes ângulos de cada mama.
14) Quais são as recomendações do exame e quais cuidados devem ser tomados antes?
- Recomendações de rotina
As diretrizes de rastreamento podem variar de acordo com sociedades médicas, mas geralmente seguem a recomendação de realizar o exame anualmente a partir dos 40 anos, ou conforme orientação médica individualizada para mulheres com histórico familiar.
⚠️ Cuidados antes do exame
Para garantir a qualidade das imagens e evitar resultados falso-positivos, siga estas orientações no dia do procedimento:
Evite cosméticos: Não utilize desodorante (principalmente os em spray), cremes, loções ou talcos na região das mamas ou axilas. Partículas desses produtos podem ficar na pele e simular microcalcificações no exame.
Vestimentas: Recomenda-se o uso de blusa e saia ou calça, facilitando a troca de roupa para colocar a bata do exame.
15) Qual a composição mamária das diferentes mamas?
- Tipo I = Tecido adiposo - 25% de tecido glandular
- Tipo II = Tecido fibro-glandular - 50% de tecido glandular
- Tipo III = Tecido heterogênea e densa - 75% de tecido fibroso
- Tipo IV = Tecido de alta densidade - + de 75% de tecido fibroso
Quanto maior a densidade, menos sensível o exame.
16) Quais as indicações para mamografia?
- A mamografia é o exame padrão-ouro para a detecção precoce do câncer de mama. Suas principais indicações dividem-se em rastreamento (rotina preventiva) e diagnóstico (investigação de sintomas).
1. Rastreamento (Mulheres sem sintomas)
A partir dos 40 anos: Recomendado anualmente pelas sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). O Sistema Único de Saúde (SUS) também garante o acesso gratuito ao exame nessa faixa etária mediante indicação médica ou solicitação da paciente.
Dos 50 aos 74 anos: O Ministério da Saúde recomenda o rastreamento a cada dois anos.
2. Diagnóstico (Investigação de sintomas)
Indicado em qualquer idade (inclusive abaixo dos 40 anos) quando há sinais clínicos suspeitos, tais como:
- Nódulos ou caroços palpáveis (na mama ou axila).
- Alterações na pele da mama (como aspecto de casca de laranja).
- Saída de secreção espontânea pelo mamilo.
- Retração ou inversão do mamilo.
3. Risco Elevado
Mulheres com histórico familiar forte de câncer de mama (especialmente parentes de 1º grau) ou mutações genéticas devem iniciar o rastreamento mais cedo, geralmente 10 anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado, ou a partir dos 35 anos (o que ocorrer primeiro).
17) Quais são as alterações benignas da mama?
- Alterações benignas na mama detectadas na mamografia são achados não cancerígenos, muito comuns e que não oferecem risco à vida. Elas geralmente indicam cistos, fibroadenomas ou calcificações inofensivas. Na classificação médica (BI-RADS), essas lesões costumam receber a nota 2, exigindo apenas acompanhamento de rotina.
Na mamografia, os achados benignos mais frequentes costumam ser divididos em algumas categorias principais:
Cistos simples: Pequenas bolsas cheias de líquido que se formam nos ductos mamários e mudam de tamanho conforme o ciclo menstrual.
Calcificações benignas: Depósitos de cálcio no tecido mamário. Na mamografia, costumam aparecer como pontos claros, maiores, redondos ou espalhados, que não oferecem risco.
Fibroadenomas: Tumores sólidos benignos formados por tecido glandular e fibroso, comuns em mulheres mais jovens.
Gânglios linfáticos intramamários: Linfonodos (ínguas) normais que aparecem na imagem e indicam apenas o funcionamento do sistema imunológico.
18) Como é a classificação BI-RADS?
- Os laudos de mamografia utilizam o sistema BI-RADS para padronizar os resultados, que são divididos em categorias numéricas:
BI-RADS 1: Exame completamente normal.
BI-RADS 2: Achados com características benignas. O risco de malignidade é zero. Recomenda-se apenas a rotina anual.
BI-RADS 3: Achados provavelmente benignos. O radiologista sugere um curto período de acompanhamento (geralmente repetir em 6 meses) para garantir que a lesão não se modificou.
19) Quais são os principais sintomas de problemas nas mamas?
- Mastalgia (dor mamária)
É o principal sintoma das alterações funcionais benignas das mamas, caracterizadas além da dor, pelo espessamento e nodularidade do tecido mamário. Quase sempre existe aumento de intensidade do quadro nos dias pré-menstruais. Ocorre em 60 a 70% das mulheres.
Sua origem está relacionada ao estímulo repetido do hormônio estrogênio produzido nos ovários, em mulheres que não engravidaram ou engravidaram até três vezes e amamentaram por curtos períodos. Por isso é tão comum na mulher moderna.
A dor mamária não está associada ao câncer e também não aumenta a chance de seu aparecimento no futuro. Na maioria das vezes, a dor é leve e bem suportável.
60% a 70% das mulheres podem apresentar dor mamária
Tratamento – Recomenda-se uma orientação médica. É útil se evitar excessos de cafeína na alimentação (chá, café, chocolate, refrigerantes como coca-cola), fatores que costumam aumentar a dor. Indica-se o uso de sutiã adequado, tipo top, para boa sustentação e para evitar o balanço das mamas nos períodos de dor.
Se necessário, podem ser usados analgésicos por via oral ou local (pomadas) ou diuréticos leves. Em casos muito sintomáticos, que são raros, são tratados com substância antiestrogênica (tamoxifeno).
Existem outras causas da dor mamária, como inflamações, traumas físicos, distúrbios emocionais e nevralgias, que requerem tratamento diferenciado.
Fibroadenoma
O fibroadenoma representa lesão benigna, de formato nodular, originária nos lóbulos mamários. Aparece geralmente em mulheres de 15 a 25 anos e mede entre 2 a 3 cm. Tem característica dura (sólido), móvel, liso e indolor. Na maioria das vezes é único.
Pode ser identificado pelo exame de ultrassom, realizado em qualquer idade, e pela mamografia, feita só após os 35 anos de idade.
O fibroadenoma não precisa ser retirado. Pode ser acompanhado, após punção confirmatória de benignidade. No entanto, como é difícil a convivência com o nódulo, muitas vezes eles são retirados com um pequeno corte na pele e anestesia local.
Cistos
São nódulos intramamários, contendo líquido no seu interior. Geralmente são múltiplos e bilaterais, podendo ser palpáveis ou não. Não apresentam sintomas e são descobertos pelo toque manual, por ultrassonografia ou mamografia.
Pelo exame de ultrassom, os cistos podem ser classificados em:
Simples – Não palpáveis, merecem somente acompanhamento, mas podem aumentar o risco de câncer de mama no futuro.
Complexos (com septos ou lesões vegetantes internas) – Palpáveis, devem ser tratados por punção esvaziadora. Alguns deles estão associados às lesões pré-cancerosas ou cancerosas. Por isso, todos devem ser retirados cirurgicamente.
Fluxo papilar
Fluxo ou derrame papilar é a saída de líquido pelos mamilos, não relacionada com lactação. Tem significado quando o líquido sair sozinho, espontaneamente sem expressão manual, manchando o sutiã.
Está mais associado ao câncer ou a lesões pré-cancerosas, quando sair por um ducto só e apresentar-se sanguinolento ou como água mineral. Nestes casos, devem ser feitos exames de imagem das mamas (ultrassonografia, mamografia ou ressonância magnética) e impõe-se biópsia cirúrgica.
Quando o derrame ocorrer só mediante expressão manual e, principalmente, for bilateral, não há motivo de preocupação. Geralmente acontece em alterações benignas e tem a cor amarelada.
20) O que é necessário saber sobre o exame para detectar o câncer de mama?
- Como funciona:
É um tipo de raio-X que comprime as mamas por alguns segundos para diminuir a espessura do tecido, reduzir a dose de radiação e obter imagens detalhadas.
Indicações e Periodicidade:
As recomendações variam conforme a entidade médica, mas no Brasil a prática mais comum é a realização anual a partir dos 40 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). Já a diretriz do Ministério da Saúde/INCA recomenda o rastreamento bienal (a cada 2 anos) para mulheres entre 50 e 69 anos.
Grupos de risco:
Mulheres com histórico familiar forte de câncer de mama devem iniciar o acompanhamento mais cedo — geralmente 10 anos antes da idade em que o parente foi diagnosticado.
Sintomas de Alerta
Embora a mamografia detecte o câncer antes do aparecimento de qualquer sinal, você deve procurar um mastologista ou ginecologista urgentemente caso note os seguintes sintomas:
- Nódulo ou caroço endurecido e fixo.
- Alterações na pele da mama (vermelhidão, retração ou aspecto de casca de laranja).
- Saída de líquido anormal ou sangue pelo mamilo.
- Mudança significativa no formato ou tamanho da mama.
O autoexame é importante para o autoconhecimento do corpo, mas ele não substitui a mamografia de rotina, já que não é capaz de identificar tumores microscópicos ou em estágios iniciais assintomáticos.
Ou seja...
A mamografia é um exame essencial na detecção precoce do câncer de mama, proporcionando uma análise do tecido mamário através de raios-x de baixa dose. Este exame de imagem é capaz de identificar lesões minúsculas e microcalcificações, muitas vezes antes de serem palpáveis, aumentando significativamente as chances de um diagnóstico precoce e um tratamento menos agressivo.
Realizar mamografias regularmente a partir dos 40 anos, como recomendado por especialistas, pode ser crucial para a saúde da mama. O exame não só detecta nódulos invisíveis ao toque, mas também ajuda a identificar alterações suspeitas que podem indicar a presença de câncer. Com a mamografia, é possível intervir em fases iniciais da doença, melhorando as perspectivas de cura e reduzindo a necessidade de tratamentos mais complexos.
Embora o autoexame seja útil, ele não substitui a mamografia, que é a principal ferramenta para o rastreamento eficaz do câncer de mama.
21) No que consiste a mamografia com tomossíntese?
- A tomossíntese, ou mamografia 3D, combina múltiplas imagens radiográficas das mamas, capturadas de diferentes ângulos. Estas imagens são processadas para formar um modelo tridimensional. Cada imagem individual necessita de uma dose menor de radiação. Este método é útil na detecção de tumores ocultos por estruturas densas, aumentando a precisão diagnóstica.
22) Quais os principais pontos a serem considerados sobre o câncer de mama masculino?
- Principais pontos sobre a doença e o exame:
Indicação:
A mamografia é solicitada quando o homem nota alterações no tórax. Devido à menor quantidade de tecido mamário, o exame ajuda a confirmar a presença de nódulos e a diferenciar lesões benignas de malignas.
Sintomas de Alerta:
O sinal mais comum é o surgimento de um nódulo indolor abaixo da aréola, que pode vir acompanhado de alteração na pele (espessamento), retração do mamilo ou saída de líquido.
Fatores de Risco:
Afeta mais homens acima de 60 anos. Obesidade, histórico familiar, alterações genéticas (como mutação no gene BRCA2) e Síndrome de Klinefelter aumentam o risco.
Diagnóstico:
Além da mamografia, a ultrassonografia costuma ser utilizada. A confirmação definitiva exige uma biópsia.
Quando diagnosticado precocemente, o câncer de mama em homens apresenta excelentes taxas de cura (entre 90% e 95%).
Sob a ótica...
Câncer de mama em homens: sim, eles também podem ter câncer de mama, já que têm glândulas mamárias e hormônios femininos, ainda que em quantidade pequena.
"A mama masculina é um órgão pequeno e o câncer de mama em homens é bem mais raro, mas acontece", explica a Dra. Fabiana Makdissi, mastologista e líder do Centro de Referência em Tumores da Mama do A.C.Camargo Cancer Center.
Enquanto o câncer de mama é o mais frequente nas mulheres, apenas 1% do total de casos de câncer de mama é masculino.
Normalmente, ele aparece em homens mais velhos, acima dos 60 anos, e pode ser mais frequente em homens cujas famílias apresentam muitos casos de câncer de mama (mesmo que em mulheres) e câncer de ovário (neste caso, a idade de aparecimento pode ser em homens mais jovens).
Câncer de mama em homens: diagnóstico
Justamente por ser mais raro, não existe rastreamento de câncer de mama (ou seja, não há recomendação para fazer a mamografia de rotina), a não ser que cheguem ao médico com alguma queixa na mama. Portanto, o mais importante: que cada homem preste atenção ao seu corpo.
Ao primeiro sinal de um caroço na mama e alterações no mamilo, é bom agendar uma consulta com um mastologista. O aumento da mama no homem, ou mesmo o caroço, pode ser só uma ginecomastia – o que é mais comum –, que significa um aumento totalmente benigno da glândula mamária do homem, sem risco para câncer de mama.
Sintomas
- Surgimento de um caroço próximo ao mamilo
- Retração do mamilo
- Dor unilateral na mama
- Secreção pelo mamilo
Tratamento do câncer de mama em homens
Como a mama masculina é pequena e os nódulos são atrás do mamilo, geralmente não é possível fazer cirurgias conservadoras (que retiram apenas parte da mama). A cirurgia costuma ser a retirada de toda a mama com a aréola e o mamilo (mastectomia total), com a cirurgia axilar (retirada de um gânglio – linfonodo sentinela – ou de vários gânglios da axila) no mesmo tempo cirúrgico.
Outros tratamentos podem ser necessários, como nas mulheres: quimioterapia, radioterapia ou bloqueio dos hormônios, dependendo do tamanho do tumor e de suas características biológicas.
23) Qual as principais diferenças entre a mamografia analógica e a mamografia digital?
- A mamografia digital substituiu a convencional por oferecer maior nitidez, diagnóstico mais preciso e menor necessidade de repetição do exame. Ambas utilizam raios-X e exigem compressão da mama, mas diferem fundamentalmente na forma como a imagem é capturada e processada.
Entenda as principais diferenças:
Mamografia Digital
Como funciona: Os raios-X atravessam a mama e atingem sensores eletrônicos (detectores) que convertem a radiação em sinais elétricos.
Armazenamento: Direto em computadores.
Vantagens: Permite ao médico aplicar zoom, alterar o contraste e focar em microcalcificações pelo monitor.
Exige menor dose de radiação e reduz o tempo de exposição.
Ideal para mulheres com mamas densas.
Mamografia Convencional (Analógica)
Como funciona: Usa a mesma base de raio-X tradicional.
Armazenamento: A imagem é capturada e impressa diretamente em um filme radiográfico.
Desvantagens: Caso a imagem fique escura ou pouco nítida, o exame precisa ser refeito.
O contraste é fixo no filme, o que dificulta a visualização em tecidos muito densos.
Mamografia Digital x Mamografia Convencional: entenda a diferença
A mamografia é o principal exame de rastreamento das mamas para identificar o câncer de mama. No entanto, o avanço da tecnologia permitiu que fossem criadas maneiras mais eficazes e menos dolorosas para a realização do exame.
É o caso da mamografia digital, um moderno método de rastreamento que utiliza a tecnologia da tomossíntese mamária (Mamografia 3D), para obter imagens mais rápidas e de alta qualidade, além de tornar o exame mais confortável para as pacientes.
Acompanhe o artigo e entenda a diferença entre a mamografia digital e a mamografia convencional.
A principal diferença da mamografia digital em relação à mamografia convencional (ou mamografia digitalizada), é que ela permite detectar o câncer de mama quando o tumor ainda não é palpável, isto é, quando possui menos que 1 centímetro de tamanho.
Nesta fase do tumor (denominada de fase subclínica), além dele não poder ser palpável, ele pode permanecer entre 6 a 11 anos sem apresentar qualquer sinal ou sintoma da doença, dificultando o diagnóstico precoce de um possível câncer.
Entretanto, é neste estágio que o tumor já sofreu cerca de 20 duplicações celulares, já podendo ser identificado em um exame mais profundo e preciso das mamas — como a mencionada mamografia digital.
É nesse sentido que este exame se mostra bastante eficaz: se o tumor for descoberto ainda em seu estágio inicial e for considerado maligno, as chances de cura são de cerca de 98% se a paciente receber o tratamento correto.
Além da possibilidade da mamografia digital detectar lesões suspeitas menores que 1 centímetro, ela possui outras vantagens em relação à mamografia convencional. Confira:
● Melhor desempenho em pacientes com mamas densas — Isso ocorre porque o tumor, quando se encontra em seu estágio inicial, ele pode apresentar um aspecto semelhante ao do tecido mamário denso, tornando difícil identificá-lo em uma mamografia convencional.
● Mais conforto e menos dor na hora do exame — a tecnologia trazida pela mamografia digital torna o exame mais confortável para as pacientes. No IMEB, nós contamos com o mamógrafo Senographe Pristina™, feito especialmente para tornar o procedimento mais confortável. Nesse exame, a própria paciente controla a compressão das suas mamas.
● Maior rapidez no diagnóstico, principalmente quando é necessário realizar biópsias de lesões suspeitas encontradas — as imagens da mamografia digital ficam disponíveis para análise em questão de segundos, otimizando o trabalho do médico e de toda a equipe envolvida. Na mamografia convencional, é necessário a impressão das imagens em chapas.
● Acurácia diagnóstica — para o médico, a mamografia digital contribui para uma interpretação do laudo mais precisa, ao contar com ferramentas que auxiliam neste processo, como: manipulação de brilho e contraste, inversão da imagem de preto-e-branco para branco-e-preto, aplicação de zoom, entre outras facilidades.
● Estudo comparativo mais eficaz — a comparação com exames anteriores também pode ser melhor, desde que os outros exames também tenham sido feitos com a mamografia digital.
É importante lembrar que, dependendo de cada caso, o médico poderá considerar a necessidade de realizar exames complementares, como alternativas à mamografia digital (principalmente quando a mulher for jovem), ou em situações de diagnóstico inconclusivo.
24) Quais são as incidências de rotina da mamografia?
- CRÂNIO CAUDAL
O Paciente deve estar de frente para o mamógrafo, com a cabeça virada para o lado oposto ao exame; tubo vertical, feixe perpendicular à mama.
Centralizar a mama com o mamilo paralelo ao filme; a parte inferior sobre o bucky.
Tracionar a mama o máximo possível antes de aplicar a compressão.
- MÉDIO LATERAL OBLIQUA
Angular o mamógrafo de 35 à 45 graus, a angulação depende do biotipo da paciente.
O feixe de raio será da região medial para a lateral em obliqua.
A paciente deverá estar de frente para o aparelho.
Elevar o braço para que o canto do bucky esteja na região axilar, para que assim seja visualizado o músculo peitoral.
25) Quais são as incidências complementares da mamografia?
- Incidência Rolada
ou Manobra Rotacional
A incidência rolada (ou manobra rotacional) é uma técnica complementar em mamografia. Consiste em rotacionar o eixo da mama antes da compressão para deslocar e dissociar estruturas superpostas. Seu objetivo principal é diferenciar uma lesão real de um artefato gerado pela sobreposição de tecido glandular saudável.
A técnica é dividida em duas modalidades principais:
RM (Rolada Medial): A porção superior da mama é girada em direção ao esterno (medial).
RL (Rolada Lateral): A porção superior da mama é girada para fora (lateral).
Como Funciona a Manobra
A paciente é posicionada para a incidência padrão (geralmente a Crânio-Caudal - CC).
O técnico realiza a rotação manual da mama antes de aplicar a compressão.
Na imagem final, esse movimento faz com que a lesão ou achado suspeito aparente mudar de posição ou desapareça (indicando sobreposição), enquanto um nódulo verdadeiro permanece visível.
- Incidência Crânio Caldal
Exagerada ou Cleópatra
A incidência craniocaudal exagerada (conhecida como XCCL) é uma manobra complementar na mamografia, usada para visualizar melhor os tecidos mamários nas porções extremas (geralmente a lateral). Ela é solicitada quando uma lesão suspeita é detectada em outra vista, mas fica escondida na incidência craniocaudal padrão.
Essa técnica permite um melhor diagnóstico ao:
Expor a porção lateral ou medial:
A mama é rotacionada e comprimida para trazer os tecidos profundos e periféricos (difíceis de alcançar na visão convencional) para o campo de visão.
Melhorar a clareza: Ajuda a isolar e confirmar a localização exata de nódulos ou microcalcificações.
Ajuste anatômico: Pode ser usada em pacientes com mamas muito pequenas ou anatomias específicas (como cifose) para garantir que todo o tecido seja avaliado.
- Incidência Médio lateral
a 90 graus ou perfil absoluto
A incidência Médio-Lateral (ML) a 90 graus (ou perfil absoluto/perfil verdadeiro) é uma projeção radiográfica onde o feixe de raios X entra pela face medial (face interna) e sai pela face lateral (face externa) da anatomia.
É muito utilizada na mamografia e em exames ortopédicos para conseguir uma visão em 90 graus de uma estrutura, permitindo uma localização precisa de lesões e a visualização de estruturas profundas.
Principais características
Trajeto do feixe: O raio passa do centro do corpo em direção à parte externa.
Posição do receptor: É ortogonal (em ângulo reto) em relação às incidências frontais ou oblíquas.
Angulação: O tubo de raios X é angulado a 90 graus em relação ao paciente.
- Incidência de Cleavage
A incidência de cleavage (também conhecida como incidência em vale ou clivagem) é uma manobra complementar em mamografia. O procedimento captura simultaneamente a porção mais profunda e central (o "vale" ou decote) de ambas as mamas.
A técnica é projetada para:
Visualizar lesões profundas: Avaliar com precisão a região posteromedial, próxima ao esterno, que muitas vezes fica oculta nas incidências padrão.
Diferenciar tecidos: Evitar a "técnica do mosaico" e a sobreposição em mamas grandes.
Confirmar achados: Esclarecer dúvidas quando uma lesão vista na incidência Médio-Lateral Oblíqua (MLO) não é identificada na Crânio-Caudal (CC).
- Incidência de Compressão Seletiva
A incidência com compressão seletiva (também conhecida como compressão focal) é uma manobra complementar na mamografia. Ela utiliza um compressor menor, quadrado ou redondo, para espalhar uma área específica da mama. Seu principal objetivo é dissociar estruturas sobrepostas, permitindo que o radiologista diferencie um tecido normal de um possível nódulo ou densidade suspeita.
Como a técnica funciona
Redução do efeito de soma: Ao comprimir fortemente apenas uma parte da mama, a manobra espalha o parênquima. Isso evita que várias camadas de tecido se sobreponham, o que poderia camuflar lesões ou criar imagens falsas (imagens "caprichosas").
Localização precisa: O técnico localiza a área de dúvida na mamografia padrão, mede sua distância até o mamilo e utiliza um pequeno compressor para isolar essa região.
Combinação com magnificação: Essa manobra costuma ser feita em conjunto com a ampliação (magnificação), o que aumenta a nitidez da área e ajuda a avaliar melhor as características de pequenas calcificações ou massas.
A compressão focal não exige um novo preparo e é feita durante a própria sessão do exame, caso o médico radiologista precise esclarecer alguma assimetria ou dúvida visual. É um recurso fundamental para evitar falsos positivos e garantir a qualidade do diagnóstico.
- Incidência por
Prolongamento axilar
O prolongamento axilar (ou cauda de Spence) é a extensão natural do tecido mamário que vai em direção à axila. Em exames de imagem, ele é avaliado para capturar a porção mais alta da mama e investigar a presença de nódulos, massas ou linfonodos.
Avaliação do Prolongamento Axilar
Em Mamografia: É uma incidência adicional (complementar) utilizada para visualizar a região mais superior e lateral da mama. O tubo de raio-X é angulado a 45 graus para colocar a axila sobre o equipamento e evitar que o tecido fique de fora da imagem.
- Incidência de Ampliação
A ampliação mamária, também chamada de magnificação, é uma técnica complementar de raio-X usada na mamografia. Ela não aumenta o tamanho da mama, mas amplia a imagem de uma área específica para analisar lesões, microcalcificações ou nódulos com alta nitidez.
Como a incidência é realizada
Técnica: Utiliza uma bandeja especial que afasta a mama do receptor de imagem, o que aumenta a distância geométrica e gera um efeito de zoom (geralmente magnificando a imagem em 1,5 a 2 vezes).
Posicionamento: Pode ser feita nas incidências padrão (Crânio-Caudal ou Médio-Lateral) ou em posições oblíquas, dependendo de onde o nódulo ou microcalcificação foi detectado inicialmente.
Compressão: O tecido mamário é comprimido para diminuir a espessura e evitar que as estruturas se sobreponham, garantindo nitidez para determinar a forma e as bordas de uma lesão.
Quando é indicada
Avaliação de microcalcificações: É a principal indicação para observar o formato e agrupamento de pequenos depósitos de cálcio, ajudando a diferenciar lesões benignas de suspeitas.
Esclarecimento de dúvidas: Utilizada quando as imagens de rotina apresentam uma área de assimetria ou um nódulo de difícil caracterização.
Tamanho e margens: Permite avaliar o tamanho exato de pequenas lesões e a natureza de suas bordas.
- Manobra de Ecklund
A manobra de Eklund é uma técnica utilizada durante a mamografia em pacientes com prótese de silicone. Ela consiste em deslocar o implante delicadamente para trás (contra a parede torácica) enquanto o tecido mamário é tracionado para frente e comprimido.
O objetivo é isolar a glândula mamária do silicone, oferecendo grandes vantagens:
Visibilidade melhorada: Permite captar imagens mais claras e detalhadas do tecido mamário.
- IncidênciaTangencial a pele
A incidência tangencial na radiologia é uma técnica de posicionamento onde o feixe central de raios-X é direcionado de forma rasante ou paralela à superfície da pele ou à estrutura de interesse.
O objetivo é projetar a imagem de forma isolada, evitando a superposição de tecidos adjacentes. É amplamente utilizada para:
Separar lesões superficiais: Diferenciar alterações internas de alterações na pele (como verrugas ou mamilos).
Visualizar calcificações cutâneas: Essencial em mamografia para confirmar se as calcificações estão na pele ou no tecido mamário.
Avaliar contornos ósseos: Útil para visualizar fraturas sutis ou tangentes de estruturas específicas (como o arco zigomático ou a patela).